Avaliação financeira – Mudanças na rentabilidade de investimentos financeiros
Os últimos anos representaram grandes mudanças para quem lida com investimentos financeiros: primeiro, a crise econômica provocou uma grande queda nas bolsas de valores, levando muitas ações, mesmo aquelas representantes de empresas sólidas, a caírem drasticamente. Nesse momento, muitos viram em investimentos em renda fixa uma forma de proteger-se, “correndo” então para títulos públicos, certificados de depósito bancário e cadernetas de poupança. Mais tarde, temendo a “fuga” de muitos investidores para a caderneta de poupança, foi instituída a tributação de imposto de renda também sobre a caderneta. E mais recentemente, com o objetivo de estimular a economia, a taxa Selic sofreu algumas quedas sucessivas – e então mexeram novamente na caderneta, agora alterando a sua forma de ser rentabilizada.
Estas são somente algumas das coisas que ocorreram e, claro, houveram consequências: o governo decidiu tornar mais atrativos os títulos públicos a fim de incentivar o pequeno e médio investidor a aplicar seus recursos financeiros em títulos da dívida pública; já os bancos, reduziram as taxas de administração de alguns de seus fundos de investimento em renda fixa. Em outras palavras: está bem claro que, para o pequeno e médio investidor com perfil conservador, as oportunidades para investimentos estão bem diferentes daquelas encontradas há quatro ou cinco anos atrás.
O que devem então fazer investidores com tal perfil? Uma boa avaliação financeira de cada opção, levando-se em conta todas as taxas e impostos envolvidos em cada opção (taxas de custódia, de operação, de administração, imposto de renda de pessoa física) bem como os riscos e prazos necessários para se conseguir tais rendimentos. No passado, era muito comum simplesmente afirmar-se que para tais valores e tais prazos esta ou aquela opção era melhor. Ainda hoje é possível fazer isso (por exemplo, títulos públicos parecem cada vez mais atraentes para o pequeno e médio investidor que pretende manter seu dinheiro investido por pelo menos um ano), mas é melhor que o mesmo esteja prevenido e saiba, por si próprio, como melhor avaliar a situação a fim de determinar quais são as melhores opções.
Em uma rápida avaliação financeira, cadernetas de poupança ainda podem ser interessantes, sim, desde que o prazo para permanência da aplicação seja inferior a um ano e o montante inferior a R$ 50.000,00 – a partir de R$ 50.000,00, a tributação de imposto de renda sobre os rendimentos. Caso a aplicação seja por tempo superior a um ano, então um título público pode ser uma melhor opção. Infelizmente, com a queda da taxa Selic os CDBs com rendimento associado à mesma (direta ou indiretamente) não estarão conseguindo bons resultados.
Já o mercado acionário, isto é, investimentos em renda variável, pode requerer ainda mais cautela. Apesar de já haver alguma euforia quanto ao rendimento de algumas ações, deve-se lembrar que não é algo tão previsível quanto os investimentos em renda fixa, devendo portanto o pequeno e médio investidor aplicar somente uma pequena parte de seus investimentos nela, principalmente enquanto não se possui conhecimentos suficientes.
E então, pronto para realizar a sua própria avaliação financeira e decidir aonde deseja investir?









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